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                         ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE BIOGÁS E METANO

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                                  segunda-feira, 07 de abril de 2014

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07 de Abril 2014.

MERCADO LIVRE. Por: Jefferson Klein (JC).

A incerteza quanto ao fornecimento e o alto custo que chegou a energia elétrica (R$ 822 por MWh) estão afetando atualmente a migração para o mercado livre de energia (formado por grandes consumidores que podem escolher de quem comprar o insumo, não ficando presos ao chamado mercado cativo). A expectativa dos agentes que atuam nesse segmento é que, tão
logo a situação do setor elétrico fique mais estabilizada, as companhias voltarão a adotar essa alternativa. “Agora, o pessoal deu uma paradinha,
pois o preço está muito caro, e as empresas estão ficando no mercado regulado, até porque esse mercado está recebendo um subsídio muito grande”, comenta o presidente da Trade Energy, Walfrido Avila. Se não estão ingressando novos clientes no segmento livre, quem já fez a opção
não está trocando de ideia. O presidente da Trade Energy ressalta que quem opera hoje no mercado livre está com contrato em vigor e não está enfrentando problemas quanto ao preço e fornecimento. Avila argumenta que, com novas usinas entrando no sistema elétrico e a questão do fornecimento ficando mais tranquila, a tendência é de as companhias retomarem a migração.
 

 

O dirigente enfatiza que o mercado livre, nos últimos cinco anos, gerou uma economia de R$ 25 bilhões em relação ao cativo.Conforme Avila, atualmente 28% do consumo de energia do Brasil é proveniente das cerca de 1,8 mil empresas que compõe o mercado livre. O dirigente projeta que o mercado livre, em uma situação adequada, pode alcançar uma participação de cerca de 40% do total de consumo nacional. O presidente da Trade Energy afirma que aproximadamente 80% do setor industrial brasileiro já ingressou no mercado livre.
Pela legislação, podem migrar companhias com demanda contratada igual ou superior a 3 MW ou empresas com demanda contratada de 0,5 MW a 3 MW que aproveitem a energia produzida por fontes renováveis (como, por exemplo, a eólica). Nesse perfil encontram-se empresas como as de celulose, plástico, shopping centers, entre outras.
O presidente da Comerc Energia, Cristopher Vlavianos, concorda com as opiniões de Avila. O dirigente acrescenta que a migração para o mercado livre nunca é um movimento constante. “É uma ação que tem que aliar liquidez contratual, preço competitivo e tarifa cativa de energia que
gere economia quando se faz a opção da migração”, detalha.

 

Vlavianos também comenta que a vantagem da mudança não é somente a economia, mas, muitas vezes, o consumidor busca a solução para aproveitar fontes renováveis e dar uma “roupagem” de sustentabilidade para a companhia. Além disso, há uma previsibilidade de custo de energia, através de contratos de médio e longo prazo definidos. No entanto, a razão principal para a mudança, enfatiza o presidente da Comerc, é a economia gerada. De acordo com Vlavianos, se, neste momento, alguma companhia adotar o processo de migração não haverá economia, porque o valor da energia está muito elevado, contaminando o preço de agora e de 2015. “E o consumidor cativo está ainda sobre uma tarifa com reajustes represados, com custos que a distribuidora não está repassando, e isso gera um desequilíbrio entre mercado livre e regulado.” Contudo, o dirigente reitera que, em algum momento, esse cenário mudará e será retomada a migração. Entretanto, Vlavianos admite
que a alteração dessa situação depende de “São Pedro”, de que as chuvas venham e encham os reservatórios das hidrelétricas.