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                         ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE BIOGÁS E METANO

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                                  sexta-feira, 28 de março de 2014

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Por Jefferson Klein
jefferson.klein@jornaldocomercio.com.br

Apesar das restrições na malha integrada de gasodutos não terem permitido o enquadramento do Sul do Brasil no Plano Decenal de Expansão da Malha de Transporte Dutoviário (Pemat) ciclo 2013-2022, o estudo apresentou sugestões para elevar a oferta de gás natural na região. O levantamento, divulgado pelo Ministério de Minas
e Energia (MME), como avaliação preliminar, testou o atendimento da demanda através de duas soluções: a instalação de um terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL) no Rio Grande do Sul ou o corte de térmicas a bicombustíveis no Sudeste (Santa Cruz e Eletrobolt) e em Canoas (Sepé Tiaraju). O diretor-presidente da Sulgás, Roberto Tejadas, destaca que a usina gaúcha, que
pode operar também com óleo, já vem despachando sem usar o gás natural há algum tempo. De acordo com o dirigente, para o mercado gaúcho, a melhor escolha seria a implantação de um terminal de GNL em Rio Grande. Essa ação traria um cenário de “redundância” ao Gasbol (Gasoduto Bolívia-Brasil), ou seja, duas fontes de recebimento
de gás natural na região. “E com o terminal, abre-se a possibilidade de vir
gás de outras origens que não a boliviana”, ressalta Tejadas. O município de Rio Grande é citado
pelo Pemat como um dos possíveis locais para a instalação do complexo. Porém, a pesquisa

 

 adverte que o alto custo do GNL pode ser um obstáculo para que a região seja abastecida nessa modalidade. Se fosse adotado o corte do uso de gás natural nas térmicas, a pesquisa adianta que será  necessário resolver gargalos de infraestrutura
do Gasbol, que aparecem a partir de Paulínia (SP). Uma proposta é a duplicação desse trecho até o Rio Grande do Sul. Outra opção é a construção do chamado gasoduto do Chimarrão, que abrange a criação de um anel no trecho Sul do Gasbol, começando em Penápolis, passando por Londrina,
Pitanga, Pato Branco, Chapecó, Passo Fundo e terminando em Canoas. A primeira alternativa seria composta por 1,170 mil quilômetros de dutos e significaria R$ 4,6 bilhões em investimento, já a segunda verificaria 1,051 mil quilômetros e absorveria cerca de R$ 4,2 bilhões. Tejadas argumenta que a simples duplicação do Gasbol não alcança o conceito de redundância, e o gasoduto do Chimarrão passaria por uma área que não tem um perfil intenso de industrialização.

O dirigente acrescenta que esse último empreendimento ainda não tem um traçado definitivo, tendo variantes que sugerem outros
caminhos como, por exemplo, a ligação até Uruguaiana, onde se localiza uma termelétrica de grande porte. O Pemat indica ainda uma demanda
maior do que a oferta de gás natural no Brasil a partir de 2019.

 

A diferença seria de 2,2 milhões de metros cúbicos diários, Ministério apresentou duas soluções para elevar a disponibilidade do produto na região com uma disponibilidade de 141,4 milhões de metros cúbicos (a partir do gás nacional, boliviano e GNL), contra um consumo de
143,6 milhões de metros cúbicos. Em 2020, a previsão é de que o quadro agrave-se, com um saldo negativo de 5,1 milhões de metros cúbicos ao dia. O diretor-presidente da Sulgás considera uma obrigação do ministério fazer projeções bastante realistas. Contudo, o dirigente diz que pode ter sido feita uma visão um pouco pessimista do cenário. Tejadas comenta que um campo de gás que entre
em operação e tenha uma boa produção pode cobrir o déficit rapidamente. Conforme o Ministério de Minas e Energia, o Pemat é um processo sistemático e periódico de planejamento da expansão e construção de gasodutos de transporte de gás natural e tem por objetivo identificar alternativas elegíveis para expansão ou ampliação da malha nacional de gasodutos, considerando aspectos técnicos, econômicos e socioambientais. Com o plano, haverá melhor coordenação de decisões dos agentes envolvidos na cadeia produtiva do gás natural no Brasil, o que contribui para ancorar as expectativas e motivar as decisões
dos agentes econômicos.