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                         ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE BIOGÁS E METANO

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                                  sexta-feira, 28 de março de 2014

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O Grupo Solv í, uma das três maiores empresas de tratamento de resíduos sólidos do país, conseguiu v ender, no fim de fev ereiro, contratos de energia de biogás em um leilão estruturado no mercado liv re, o primeiro do gênero já realizado para esse tipo de fonte energética, também conhecida como gás de lix o.
"Fizemos o primeiro teste e os resultados foram muito positiv os", disse Vicente Linhares, presidente da Solvi Valorização Energética (SVE), braço criado pelo grupo, que fatura cerca de R$ 2 bilhões por ano, para desenv olv er projetos no setor de energia. Subproduto da decomposição do lix o orgânico, o biogás pode serv ir de combustív el para termelétricas. Ao queimar gás metano para geração de eletricidade, ev ita-se que ele seja emitido na atmosfera, contribuindo,
assim, para a redução do efeito estufa, o que tem despertado um grande interesse por essa fonte de energia em todo mundo. Com o leilão realizado na semana passada, a SVE v ai v iabilizar a construção de uma usina a biogás no aterro sanitário de Minas do Leão, a cerca de 90 km de Porto Alegre (RS), que dev e entrar em operação em agosto de 201 5. O projeto tem potência instalada de 8 MW e, com os contratos firmados, a Solv í poderá obter empréstimos com um banco de fomento para financiar o inv estimento. Segundo Linhares, a ideia é realizar mais um leilão estruturado no mercado liv re, dentro de 30 ou 40 dias,
para v ender contratos de outro projeto de geração de energia a partir de biogás, desta v ez em um aterro sanitário no município de Caieiras, em São Paulo. Trata-se de um projeto bem maior que o do Rio Grande do Sul, com capacidade instalada de 30 MW. Os dois empreendimentos, diz o ex ecutiv o, dev em demandar inv estimentos de R$ 1 50 milhões aprox imadamente. A energia de gás de lix o é mais cara que a eólica, v endida em torno de R$ 1 25 por MWh, mas mais barata que a solar, que ainda custa acima de R$ 200 por MWh no Brasil. Dev ido às cláusulas de confidencialidade, Linhares não rev ela os preços dos contratos v endidos no leilão na semana passada, mas o v alor mínimo estabelecido pela companhia foi de R$ 1 90 por MWh. Segundo ele, 25 compradores cadastram-se para o leilão, demonstrando hav er interesse. Apesar de custar mais do que outras fontes, a energia de gás de lix o possui incentiv os tarifários, que fazem com que o produto fique v antajoso, no fim das contas, para os consumidores liv res. Esse tipo de energia, por ex emplo, não paga pelo uso do "fio" - a tarifa cobrada pela utilização das linhas de transmissão (Tust) e dos cabos das distribuidoras (Tusd). Só esse incentiv o proporciona uma redução de R$ 50 a até R$ 90 no custo final do megawatt-hora para o consumidor. Segundo Linhares, ex iste ainda a possibilidade de que, em São Paulo, o gov erno conceda nas próx imas semanas incentiv os tributários para os compradores, o que tornaria a energia de biogás mais competitiv a no Estado. Os gov ernos têm especial interesse no biogás porque a produção de energia traz uma fonte adicional de receita para os aterros sanitários, eliminando, dessa forma, os lix ões. "Ainda ex istem 3 mil de lix ões no país", diz Linhares. A SVE já opera uma usina térmica a biogás de 20 MW, no aterro sanitário de Salv ador, chamada Termov erde. No mesmo local, a empresa quer instalar um projeto de energia solar de 1 0 MW. A meta é atingir, no futuro, capacidade instalada de 300 MW de geração de energia a partir do biogás em seus aterros sanitários. Em 201 6, dev e entrar em operação outra usina do grupo, na cidade de São Bernardo do Campo (SP), com potência de 1 7 MW. Em todos os projetos, a tecnologia utilizada é a da GE. Segundo Linhares, já foram encomendados 27 motores para as nov as usinas. Com uma iniciativ a parecida, a Fox x Haztec está a espera da licença de instalação de uma usina de geração de energia a partir do lix o, chamada de Usina de Recuperação Energética (URE). A companhia está entre as cinco maiores do setor de resíduos sólidos no país e criou recentemente uma div isão especifica para os negócios de energia. A empresa v enceu uma licitação do município de Barueri para a construção e operação da usina por 30 anos, com a ex igência de inv estimentos de R$ 230 milhões. A unidade poderá gerar 20 MW, que serão comercializados no Mercado Liv re, e o inicio da produção está prev isto para o segundo semestre de 201 5, segundo Alex andre Citv aras, diretor de Nov os Negócios da Fox x Haztec. Diferentemente do biogás, a geração de energia a partir de lix o é feita por meio do tratamento térmico dos resíduos que não são encaminhados à reciclagem ou de seus rejeitos. Em Barueri, processo tecnológico adotado é chamado de "Waste to Energy ". A empresa também conta com o incentiv o da isenção de Tust-Tusd, o que contribui para tornar o negocio economicamente v iáv el, já que também se trata de uma energia cara, com um preço entre R$ 200 e R$ 220 por MWh. A partir de 201 7 , a empresa pretende operar mais duas UREs no pais - uma em Osasco (SP) e outra no Rio de Janeiro (RJ), com potenciais para gerar 1 5 MW e 30 MW, respectiv amente. Somados, os projetos v ão ex igir inv estimentos de R$ 1 bilhão, diz Citv aras. Parte dos recursos serão próprios e parte a Fox x Haztec pretende financiar com bancos de fomento.