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                         ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE BIOGÁS E METANO

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                                  terça-feira, 27 de maio de 2014

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FIRJAN prevê aumento da tarifa para R$420,00/MWh ao final de 2015.

No mês de abril, a concessionária AES Sul foi autorizada pela Aneel a efetivar um aumento de cerca de 30% nas suas tarifas. O percentual elevado assustou os consumidores das outras duas grandes distribuidoras do Estado (RGE e CEEE-D), que ainda passarão por reajustes neste ano (respectivamente, em 19 de junho e 25 de outubro). Apesar de economistas acreditarem que os percentuais não chegarão a ser tão elevados como o da AES Sul, a estimativa é de incrementos de dois dígitos, ou seja, acima de 10%. O professor da faculdade de Economia da Pucrs Gustavo Inácio de Moraes calcula que os percentuais que serão aplicados cheguem a algo um pouco inferior a 20%. O professor do curso de Ciências Econômicas da Fadergs, Fabian Domingues, explica que a intensidade dos reajustes da RGE e da CEEE-D dependerá das condições dos contratos de cada uma delas. “Mas, cabe observar que o reajuste da AES Sul está acima da média dos reajustes já concedidos pela Aneel”, frisa Domingues. Moraes reitera que a seca de maior intensidade e as demandas elevadíssimas registradas nesse verão indicam valores altos quanto ao consumo de eletricidade.

 

Esse contexto, reforça o economista, leva a uma tendência de fortes aumentos, tanto em 2014 como em 2015. O professor ressalta que a questão do encarecimento da energia afetar todos os estados brasileiros. Se confirmada a elevação generalizada das tarifas de energia, como reflexos para a economia em geral, Domingues cita que haverá um aumento da inflação devido à importância que o insumo tem na composição de custos de vários setores econômicos importantes, como o metalmecânico e o de serviços, além de reduzir a renda disponível às famílias. Já do ponto de vista das finanças públicas, por um lado, é possível que haja redução da arrecadação pela diminuição da atividade econômica. “Por outro lado, tarifas mais altas permitem maior arrecadação, de modo que o efeito final é ambíguo”, sustenta o professor da Fadergs. Para Moraes, um fator positivo do reajuste das tarifas é que a iniciativa permitirá novos investimentos na capacidade de distribuição da energia. O professor da Pucrs complementa que a rentabilidade das empresas anda muito ruim. “No passado, o modelo do setor elétrico quis tentar segurar as tarifas e isso foi um tiro no pé, pois acabou ocasionando a perda do dinamismo nos investimentos.” No entanto, segundo Moraes, sob
 

 

o aspecto da macroeconomia, o aumento do custo da energia implicará efeitos muito negativos. O economista concorda com Domingues e indica a inflação como o primeiro deles. “O segundo é que os reajustes estão acontecendo em um momento de desaceleração da economia e isso afeta o ciclo econômico, não só o de 2014, mas o de 2015”, afirma o professor da Pucrs. Conforme estudo realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), o custo médio da energia elétrica para as indústrias brasileiras no mercado cativo pode chegar a R$ 420,20 por MWh ao final de 2015 (hoje é de R$ 310,67 o MWh). Essa projeção deve se confirmar caso o reajuste médio de 17,1% (dado relativo a 22 distribuidoras avaliadas pela pesquisa até meados de maio) se mantenha para as outras 41 concessionárias que ainda terão seus reajustes aprovados e se repita no ano que vem. O trabalho
enfatiza que, na comparação com janeiro de 2013 - quando foi concedido o desconto nas tarifas através da MP 579 e o valor era de R$ 263,00 por MWh - o aumento será de 60%.