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                                  sexta-feira, 18 de abril de 2014

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17 de abril 2014

AES Sul aumenta tarifa residencial em 28,86% e Industrial em 30,29% no Rio Grande do Sul.

Neste sábado, a AES Sul elevará em 28,86% a conta da luz dos clientes residenciais (baixa tensão), em 30,29% a tarifa das indústrias em tensão de 2,3 kV a 230 kV e em 28,99% para empresas que recebem energia abaixo de 2,3 kV. O reajuste, aprovado na quarta-feira pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel),
é o mais alto aplicado neste ano no País (até agora sofreram o processo 22 concessionárias), conforme a assessoria de imprensa da agência.
Entre as explicações dadas para os expressivos percentuais está o aumento do uso da geração
de energia originada das termelétricas (mais cara do que a das hidrelétricas), devido aos baixos
níveis dos reservatórios hídricos do Brasil. Outro ponto é que neste reajuste foi considerado, também, o reembolso dos custos com a
 

 

aquisição da energia ao longo de 2013. No ano passado, a AES Sul verificou uma CVA (indicador que registra a variação, entre os reajustes tarifários anuais, de parte dos itens de custo das distribuidoras, como a compra de energia) que reduziu a tarifa da companhia em 9,8%. O diretor-geral da empresa, Antonio Carlos de Oliveira, comenta que o acréscimo desse percentual no reajuste deste ano contribuiu para o resultado final
obtido. No entanto, o executivo enfatiza que é preciso ficar claro que o cenário é fruto de uma regra do setor elétrico que está sendo aplicada na íntegra. “A companhia não está tendo um reajuste maior do que deveria, está com um reajuste justo, dentro do que está estabelecido no contrato,
para que a empresa tenha o equilíbrio”, ressalta Oliveira. O dirigente salienta ainda que itens
como geração de energia e impostos (ICMS, PIS, Cofins) oneram mais a tarifa que a parte da sobram cerca de R$ 5,60 para a distribuidora
como remuneração sobre o ativo. distribuição. Segundo a AES Sul, em uma conta de luz de R$ 100,00, tirados os outros custos,

 

 Excluindo investimentos em expansão de rede e remuneração
do acionista, sobram entre R$ 2,00 e R$ 3,00 de lucro limpo. Oliveira lembra ainda que o preço do kWh cobrado pela AES Sul, de cerca de R$ 0,33, ficará em uma posição intermediária entre as distribuidoras que já passaram por reajustes neste ano. Apesar disso, o dirigente admite que, desde a privatização de parte da CEEE, em 1997, que deu origem à AES Sul e RGE, não se recorda de um reajuste, para o consumidor final, desse porte entre as três empresas. Além do preço das térmicas ter impactado o reajuste da AES Sul, a variação do dólar inflacionou a energia proveniente da usina
de Itaipu. A AES Sul recebeu cerca de 33% da sua energia de fontes térmicas e 26% de Itaipu. O
diretor da concessionária diz que é difícil fazer projeções para o reajuste do próximo ano, pois não se sabe se todo o reflexo do acionamento
das térmicas será repassado para as tarifas ou se o governo buscará uma alternativa para amenizar essa questão. Conforme a Aneel, a AES Sul atende cerca de 1,3 milhao de unidades consumidoras,
em 118 municípios gaúchos, cujo consumo de energia elétrica representa um faturamento anual
da ordem de R$ 2,1 bilhões.